“A primeira Chama Crioula, na primeira Semana Farroupilha – de 1947- transformou-se num símbolo do gaúcho. Esse facho, que nunca se apagou nos corações dos sul-rio-grandenses, arde permanentemente, nos Centros de Tradições Gaúchas.
Assim como na convivência humana sempre existe uma fagulha misteriosa da providência divina, para aquecer os corações dos mais desventurados, no bojo tradicionalista, o facho da liberdade não há de se apagar. As tradições gaúchas estavam vivas”
Escritas em 1989 por Salvador Ferrando Lamberty em seu livro ABC do Tradicionalismo Gaúcho as palavras nunca foram tão atuais. Em meio a um cenário de pandemia e distanciamento social alimentar dentro de nós a chama da tradição nos dá esperança para acreditar em um amanhã melhor.
Com o objetivo de estimular a pesquisa e o conhecimento das regiões, fomentando a cultura local e os eventos históricos ligados ao legado da epopéia gaúcha o tema dos Festejos Farroupilhas do ano de 2020 é “Gaúchos sem Fronteiras”, assunto relevante e expressivo para nós do Planalto Central, que há mais 2.000km do RS, cultivamos e mantemos vivas as tradições sul-rio-grandenses e o Tradicionalismo Gaúcho.
Em linha com o tema é possível destacar o tratado pelo Senador Pedro Simon no livro “A Diáspora do Povo Gaúcho”, logo no início do registro: “É impossível, neste primeiro capítulo, falar da força da cultura gaúcha. É muito difícil encontrar um outro grupo social de brasileiros que se assemelhe aos gaúchos no exílio. Quando se mudam do estado, eles levam tudo: o linguajar, as vestimentas, a alimentação, as bebidas, as danças e as músicas.”
Guiado por esse sentimento Nativista e com a pira da tradição vibrando em nós, seguimos festejando, não uma Guerra sem vencedor e vencidos, mas sim o orgulho de nossas raízes e antepassados. As tradições gaúchas seguem vivas!
Sérgio Welker - Presidente
Nara Lucas - Diretora Cultural